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Cultura Pop

Mostra Cultural leva seis espetáculos gratuitos a Caldas Novas e Goiânia

Programação da IV Mostra Cultural reúne teatro para crianças, adolescentes e adultos em Caldas Novas e Goiânia, entre outubro e novembro de 2026, com acessibilidade.

· 6 min de leitura
Mostra Cultural leva seis espetáculos gratuitos a Caldas Novas e Goiânia
Foto: tiburi/Pixabay (ilustrativa)

Em poucas linhas

  • A IV Mostra Cultural terá seis apresentações gratuitas entre outubro e novembro de 2026.
  • A programação passa por Caldas Novas e Goiânia e inclui peças para diferentes faixas etárias.
  • O projeto prevê Libras, autodescrição, materiais acessíveis e uma montagem escolhida por edital.

A IV Mostra Cultural, intitulada Arte que Aproxima, terá seis apresentações gratuitas em Caldas Novas e Goiânia entre outubro e novembro de 2026. Realizado pela Sem Nome Cia Teatro, ligada ao Teatro Norval Berbari, o projeto reúne espetáculos para crianças, adolescentes e adultos e volta a apostar em circulação regional e acessibilidade.

O que abre a programação em Caldas Novas

A primeira etapa acontece em Caldas Novas, no Salão de Eventos Flamboyant, no Setor Saint Germain, Condomínio Village. A agenda foi pensada para o período do feriado e do Dia das Crianças, com duas sessões gratuitas e recursos de acessibilidade em Libras.

A abertura fica com Beleza Rara, montagem que discute gordofobia e as consequências sociais e humanas do preconceito relacionado ao corpo. Vitória Costa interpreta histórias vividas por uma mulher gorda, enquanto Yakekan participa da encenação trazendo um contraponto ligado às intervenções cirúrgicas e às pressões em torno da imagem corporal.

No dia seguinte, a programação se volta ao público infantil e às famílias com Quero Ser Palhaço. O espetáculo usa palhaçaria, brincadeiras e mágicas como linguagem central, com Norval Berbari, Gleidson Reis e Cristýane Cabrál na composição dos personagens Catapora, Sarampo e Charles Chaplin.

Como a mostra se desdobra em Goiânia

Depois da abertura, a segunda etapa segue para o Teatro Norval Berbari, no Setor Parque Amazônia, em Goiânia. A temporada na capital amplia a circulação da mostra e reúne quatro apresentações, incluindo montagens que já passaram pela cidade do interior, o que reforça a proposta de levar o mesmo repertório a públicos diferentes.

Entre as obras confirmadas está Eu Nasci Mulher, pensada para o público adolescente. A peça trata dos riscos e das consequências de uma gravidez não planejada nessa fase da vida, tema que aproxima a programação de debates presentes no cotidiano de muitas famílias e escolas.

A quarta obra da etapa será definida por chamada pública via edital. Com isso, a organização abre espaço para a participação de outros artistas e grupos, além de incluir uma seleção aberta dentro da própria estrutura do projeto.

O que a curadoria quer provocar no público jovem

A mostra foi desenhada para dialogar com diferentes idades, mas ganha densidade quando trata de corpo, infância e sexualidade por meio do teatro. Em vez de apostar apenas em entretenimento, a curadoria propõe contato com assuntos sociais que podem ser discutidos depois da sessão, dentro e fora da escola.

Esse desenho também ajuda a aproximar o palco de quem nem sempre frequenta espaços culturais com regularidade. A organização informou que haverá articulação com estudantes da rede pública de ensino, reforçando a ideia de usar o teatro como ponto de encontro entre convivência, aprendizado e troca de experiências.

A própria circulação entre cidades reforça esse movimento. Ao repartir a programação em mais de um território, o projeto amplia a chance de contato com públicos distintos e aumenta a presença do teatro em ambientes cotidianos de lazer e formação cultural.

Quais recursos de acessibilidade estão previstos

Além da entrada gratuita, a IV Mostra Cultural anuncia Libras, autodescrição e materiais impressos acessíveis, aplicados conforme as características de cada atividade. O conjunto de medidas amplia a participação de pessoas com deficiência e abre mais caminhos para o acesso ao conteúdo em cena.

Os recursos não aparecem como complemento isolado, mas como parte da estrutura do projeto. Isso importa porque a programação reúne obras com públicos e linguagens diferentes, o que exige ajustes específicos para cada apresentação.

O desenho acessível também conversa com a proposta de ocupar os espaços culturais das duas cidades com atividades artísticas e encontros com a comunidade. A mostra quer ir além da exibição de peças e transformar a agenda em um ponto de convivência entre artistas, estudantes e moradores.

Qual é o histórico da mostra e por que ele importa

Esta é a quarta edição do projeto, que já teve realizações em 2018, 2022 e 2025. Segundo a companhia, cerca de 12 mil pessoas foram alcançadas nas edições anteriores, número que ajuda a dimensionar o alcance acumulado da iniciativa antes da nova temporada.

A continuidade também mostra que não se trata de uma ação pontual. Ao retornar em mais de uma ocasião ao longo dos anos, a mostra construiu uma trajetória de circulação que agora volta a ser ativada com a mesma marca e com novo recorte de programação.

Esse histórico dá contexto ao tema escolhido para a edição atual. O título Arte que Aproxima sintetiza uma ideia de contato direto com o público, algo que aparece tanto na gratuidade quanto na presença de obras que falam com faixas etárias diferentes e em linguagem popular.

Como o projeto foi viabilizado

A edição foi contemplada pelo Edital de Fomento Tradição e Território, Goiás de Todos Nós, número 8/2025, do Fundo de Arte e Cultura, da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás e do Governo do Estado de Goiás. O apoio público sustenta a montagem e permite a circulação entre as duas cidades goianas.

Esse tipo de fomento é o que viabiliza projetos com entrada livre, repertório múltiplo e ações de acessibilidade, já que a programação depende de estrutura para deslocamento, montagem, equipe e exibição em espaços diferentes. No caso da mostra, o recurso também ajuda a manter o caráter de acesso aberto ao público.

Ao mesmo tempo, o projeto se conecta a uma necessidade recorrente da cena local, que é ocupar teatros e espaços comunitários fora do circuito mais restrito de programação. A mostra entra nesse ponto ao combinar agenda pública, curadoria temática e circulação regional.

O que o público pode esperar desta edição

A nova temporada reúne obras de perfis diferentes sob um mesmo eixo. Há um espetáculo para tratar da relação com o corpo, uma peça voltada ao universo infantil, uma montagem ligada à adolescência e uma quarta vaga aberta por seleção. O conjunto cria variedade sem perder a ideia de aproximação com o público.

O formato em duas cidades também amplia as chances de alcance da programação. Em vez de concentrar tudo em uma única noite, a mostra distribui as sessões ao longo de semanas e mantém a presença do projeto em duas praças culturais com perfis distintos.

Para quem acompanha teatro goiano, a agenda traz uma combinação útil: gratuidade, repertório com temas sociais, acessibilidade e circulação. É uma programação que faz da própria distribuição das sessões parte da proposta artística e comunitária.

Perguntas frequentes

A Mostra Cultural cobra ingresso? Não, todas as apresentações citadas na programação são gratuitas.

Quais cidades recebem os espetáculos? Caldas Novas e Goiânia.

Haverá acessibilidade? Sim, o projeto prevê Libras, autodescrição e materiais impressos acessíveis, conforme a atividade.

Quantas apresentações estão previstas? São seis sessões no total, distribuídas entre as duas cidades.

Fontes

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