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Cultura Pop

SFX do Spotify terá 18 mil ingressos a partir de R$ 205 por dia

Evento criado com a Omelete Company acontece em 23 e 24 de janeiro de 2027 no Anhembi, com shows, podcasts e experiências para superfãs.

· 6 min de leitura
SFX do Spotify terá 18 mil ingressos a partir de R$ 205 por dia
Foto: RahulPandit/Pixabay (ilustrativa)

Em poucas linhas

  • O SFX acontece em 23 e 24 de janeiro de 2027 no Distrito Anhembi, em São Paulo, em parceria entre Spotify e Omelete Company.
  • O lineup inicial reúne 14 atrações, entre elas Juliette, Ludmilla, Pabllo Vittar e Marina Sena, além de podcasts ao vivo.
  • Os ingressos custam a partir de R$ 205 por dia, com pré-venda para assinantes Premium nesta quinta-feira (08) e venda geral em 13 de outubro.
  • O evento nasce da estratégia do Spotify de transformar dados sobre superfãs em experiências presenciais exclusivas.

O Spotify e a Omelete Company anunciaram nesta terça-feira (06) o SFX, Spotify Superfans Experience, primeira edição de um evento criado para aproximar artistas de seus fãs mais engajados. A estreia acontece em 23 e 24 de janeiro de 2027, no Distrito Anhembi, em São Paulo, com shows, podcasts ao vivo e experiências que prometem fugir do formato tradicional de festival.

O que é o SFX e por que ele é diferente de um festival comum

Segundo o Spotify, o SFX nasce da análise de dados internos da plataforma sobre o comportamento de quem consome música e conteúdo de forma intensa, o chamado superfã. Em vez de recomendar uma playlist ou um show dentro do aplicativo, a empresa decidiu transformar esse conhecimento em uma experiência física.

De acordo com Marina Burini, lead LATAM de creative business strategy do Spotify, a proposta vai além de apresentações musicais. Ela afirma que o artista não vai apenas se apresentar e deixar o palco: cada atração terá uma narrativa pensada especificamente para a comunidade daquele criador, com salas menores reservadas para workshops e conversas.

Em entrevista à Exame, a executiva descreveu a sensação de transportar a plataforma para fora da tela. Segundo ela, é gratificante levar o Spotify, que acompanha o público em diferentes momentos do dia a dia, para um evento físico e observar de perto a troca entre um ídolo, um artista, um criador e seu fã.

A visão do Spotify sobre a força dos fandoms

Em comunicado sobre o lançamento, Burini descreveu o fandom como uma das forças mais relevantes da cultura atual e afirmou que o Spotify ocupa uma posição privilegiada para entender como essas comunidades se formam e se conectam com artistas e criadores de conteúdo. Segundo a executiva, o SFX nasce dessa inteligência acumulada pela plataforma, convertendo dados e sinais culturais em experiências presenciais.

A ideia, segundo ela, é criar uma nova forma de conexão entre fãs, artistas, criadores e marcas que vá além do streaming. Em entrevista à Exame, Burini detalhou como esse raciocínio orientou a montagem do lineup: a equipe cruzou métricas de engajamento da plataforma com sinais externos de fandom e relevância cultural para chegar aos nomes do cartaz, descrevendo o processo como um quebra-cabeça para encontrar artistas com conexão intensa com o próprio público, independentemente do tamanho da audiência.

Quem está confirmado no lineup

A lista inicial de atrações reúne Ana Laura Lopes, Carol Biazin, Juliette, Ludmilla, Luísa Sonza, Marina Sena, Matuê, MC Hariel, MC Livinho, NandaTsunami, Pabllo Vittar, Pedro Sampaio, Puterrier e Veigh. A organização também confirmou a presença dos podcasts Não Importa, Pod de Chique e Um Milkshake Chamado Wanda na programação. A Exame cita ainda Duquesa entre as atrações anunciadas, nome que não aparece no release divulgado pelo Spotify.

A expectativa é que o número de atrações cresça até chegar a cerca de 30 nomes, com anúncios complementares nas próximas semanas.

Onde fica o evento e quem organiza ao lado do Spotify

O SFX ocupa o Distrito Anhembi, na Avenida Olavo Fontoura, 1209, no bairro de Santana, na zona norte de São Paulo. O espaço é um dos principais complexos de eventos da cidade e já recebeu grandes festivais e convenções.

A organização da primeira edição é assinada em parceria com a Omelete Company, empresa que também realiza a CCXP, convenção de cultura pop que ocupa o mesmo circuito de grandes eventos em São Paulo. A escolha de um parceiro com experiência em convenções de fãs reforça o posicionamento do SFX como um evento voltado a comunidades organizadas em torno de artistas e criadores, e não apenas a um público geral de shows.

Quanto custa e como funciona a venda de ingressos

O evento terá 18 mil ingressos disponíveis, cerca de 9 mil por dia. No primeiro lote, a entrada para um único dia custa R$ 410 (inteira) ou R$ 205 (meia-entrada). Quem preferir o pacote para os dois dias de evento paga R$ 656 na inteira ou R$ 328 na meia.

A pré-venda exclusiva para assinantes do Spotify Premium começa nesta quinta-feira (08), às 12h, pelo site Mundo Ticket. Segundo Burini, esse público terá desconto de 10% na compra de um dia isolado ou 20% no pacote de dois dias. A venda geral, sem restrição de assinatura, abre em 13 de outubro, também ao meio-dia.

O Spotify ainda pretende usar dados da própria plataforma para identificar os ouvintes mais engajados de cada artista e distribuir pares de ingressos a esse grupo específico.

As experiências exclusivas para superfãs

Além dos palcos principais, o SFX contará com salas de experiências imersivas incluídas no valor do ingresso, sem custo adicional. Como a capacidade dessas salas é limitada, o acesso será organizado por lotes, para que o público escolha com antecedência quais atividades quer acompanhar.

O formato também deve servir como vitrine de lançamentos: o Spotify prevê sessões de escuta antecipada de álbuns e faixas inéditas, além de estreias de documentários e podcasts durante o evento, o que colocaria o SFX no calendário de lançamentos dos próprios artistas.

Por que o Brasil foi escolhido para a primeira edição

O país é o primeiro do mundo a receber o SFX. Burini afirma que o Brasil é considerado um mercado estratégico para o Spotify, e que o tamanho e o engajamento dos fandoms locais pesaram na decisão de estrear o projeto por aqui antes de qualquer outro território.

A empresa já havia testado formatos físicos ligados a artistas no país: em fevereiro, o Spotify montou em São Paulo uma experiência imersiva dedicada ao álbum DeBÍ TiRAR MáS FOToS, de Bad Bunny. O SFX amplia essa estratégia para um evento de dois dias com múltiplos artistas.

O peso dos superfãs para o Spotify

A aposta da empresa no público superengajado tem respaldo em números internos. De acordo com dados do Spotify for Artists, os superouvintes representam, em média, 2% dos ouvintes mensais de um artista, mas são responsáveis por mais de 18% dos streams mensais e por metade das vendas de ingressos de shows geradas pela plataforma.

Esse comportamento levou o Spotify a desenvolver outros produtos voltados a esse grupo ao longo do ano, como o Reserved, ferramenta que identifica os fãs mais ativos de um artista e oferece a eles uma janela antecipada de compra de ingressos para determinados shows.

Próximos passos e expansão do evento

Por ora, não há datas ou cidades definidas para novas edições do SFX fora do Brasil. Segundo Burini, a prioridade da empresa é testar o formato na estreia paulista antes de qualquer planejamento de expansão. Caso o modelo funcione, a expectativa interna é que o evento avance primeiro para outros mercados da América Latina e, depois, para outros países.

À Exame, a executiva resumiu a postura da empresa diante da estreia: segundo ela, o Spotify vai esperar os resultados da edição brasileira antes de qualquer novo passo, já que o foco total do time, por ora, está em entregar essa primeira experiência.

Fontes

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