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Música

Cesária Évora lança Reina da Morna com dez inéditas em 16 de outubro

Álbum recupera gravações guardadas pela Lusafrica e inclui livreto com ensaio de Francis Dordor.

· 3 min de leitura
Cesária Évora lança Reina da Morna com dez inéditas em 16 de outubro
Foto: Foto: Silvio Tanaka / Wikimedia Commons (CC BY-SA 2.0)

Em poucas linhas

  • O álbum reúne dez temas inéditos recuperados dos arquivos da Lusafrica.
  • A faixa Força Di Cretcheu pode ser a única gravação de Eugénio Tavares feita por Cesária.
  • A edição inclui livreto com ensaio de Francis Dordor e sai em 16 de outubro.
  • Sonsente foi a primeira música divulgada do projeto.

Cesária Évora volta ao mercado com Reina da Morna, álbum de inéditas que chega em 16 de outubro. O trabalho reúne dez gravações guardadas por anos nos arquivos da Lusafrica e marca os 15 anos da morte da cantora cabo-verdiana.

O que sai no álbum

Segundo o produtor José “Djô” da Silva, responsável por grande parte da carreira internacional da artista, o novo disco recupera músicas que ficaram fora de lançamentos anteriores. A seleção chega agora como uma espécie de arquivo aberto da fase em que Cesária costumava gravar mais canções do que as que entravam no corte final de cada álbum.

O produtor explicou que essa reserva de faixas também fazia parte da estratégia da editora para atender diferentes mercados. No caso do Japão, por exemplo, havia pedidos frequentes de alinhamentos distintos, o que levava a Lusafrica a guardar músicas para futuras edições.

Como a seleção foi guardada

Djô da Silva contou que a escolha das canções também levava em conta o equilíbrio entre estilos da música cabo-verdiana. Quando havia mais coladeira ou mais morna, parte das gravações era separada para outro momento, em vez de entrar logo nos discos lançados à época.

Foi esse cuidado que manteve algumas faixas arquivadas durante anos. O lançamento atual, segundo ele, entrega ao público as últimas músicas ainda disponíveis da cantora e também assinala a memória da artista no aniversário de sua morte.

Força Di Cretcheu ganha destaque

Entre as gravações recuperadas está Força Di Cretcheu, composição de Eugénio Tavares. De acordo com Djô da Silva, a faixa pode ser uma das raras, ou até a única, canção do autor gravada por Cesária Évora.

A presença desse tema tem peso especial porque a cantora costumava preferir obras de outros nomes centrais da música cabo-verdiana, sobretudo B. Leza. Ainda assim, a equipe conseguiu convencê-la a registrar uma moda de Eugénio Tavares, que acabou ficando de fora do alinhamento de um disco anterior.

Primeira faixa divulgada e edição do disco

A primeira música apresentada ao público foi Sonsente, que antecipa o repertório do álbum. Além das dez faixas, a edição contará com um livreto com ensaio do jornalista francês Francis Dordor, que acompanhou diferentes momentos da trajetória de Cesária Évora.

O lançamento também marca uma etapa importante para a Lusafrica, agora sob a gestão da Sony Music França desde 2025. Segundo o material divulgado, Reina da Morna é o primeiro trabalho da editora composto por gravações recuperadas de seus arquivos desde a aquisição.

As dez faixas de Reina da Morna

O alinhamento inclui Amiga d’nh’ Amigo, Sonsente, E Nos Cabo Verde, Resposta De Ganha Pouco, Junior, Brisa D’bo Sorriso, Nos Contradança, Força Di Cretcheu, Projecto e No Po Na Ton.

Cesária Évora, conhecida como Cize, morreu em 2011 e deixou um repertório que ajudou a projetar a morna e a música cabo-verdiana fora do país. O último álbum de estúdio da cantora, Nha Sentimento, saiu em 2009.

Com Reina da Morna, o público terá acesso a uma parte inédita desse acervo, agora organizada como lançamento oficial e não apenas como gravação preservada em arquivo.

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