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Cultura Pop

Giff seleciona 49 filmes para quarta edição em novembro

Festival exibirá curtas e longas no Multicine e no Cine Cultura, com produções de Goiás, de outros estados e de oito países

· 6 min de leitura
Giff seleciona 49 filmes para quarta edição em novembro
Foto: Ajmcbarreto / Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Em poucas linhas

  • A quarta edição do GIFF selecionou 49 filmes entre 1.429 inscritos.
  • As sessões acontecem de 18 a 23 de novembro em Goiânia, em dois cinemas da cidade.
  • A programação mistura curtas, longas, mostras competitivas e recortes voltados a infância, universidade e raízes culturais.
  • O festival prevê R$ 27 mil em prêmios para as produções vencedoras.

O Festival Internacional de Cinema de Goiânia, o GIFF, fechou a seleção da quarta edição com 49 filmes na programação. A mostra será realizada de 18 a 23 de novembro em Goiânia, com sessões no Multicine Cinemas do Bentivi Shopping e no Cine Cultura do Centro Cultural Marietta Telles Machado.

O que entrou na seleção desta edição

Entre os escolhidos, há 35 curtas-metragens e 14 longas, reunidos a partir de 1.429 inscrições. A organização informa que o recorte mistura produções de diferentes estados brasileiros e de países como Argentina, Ucrânia, México, Alemanha, Peru, Camboja, França e Bélgica.

O festival também destacou que cerca de 90% das inscrições vieram de obras brasileiras. Entre os estados com maior presença estão São Paulo, Rio de Janeiro e Goiás, enquanto a Argentina liderou a participação internacional.

A curadoria dos curtas foi assinada por Vanessa Goveia, Fabiana Assis e Raylson Chaves. Já a seleção dos longas passou por Cassio Domingos, Robledo Milani e Ale Gama, segundo a organização.

Quais mostras fazem parte do GIFF

A programação foi dividida em mostras competitivas nacionais e internacionais, além de recortes voltados à produção universitária, ao público infantil e a filmes ligados às raízes culturais. Entre os blocos de curtas aparecem Competitiva Internacional, Competitiva Nacional, Origens, Ruptura, GIFFinho, Das Minas Universitária e Goyaz Universitária.

Esse desenho reforça o perfil do evento como vitrine para produções de diferentes formatos e durações. A organização afirma que a proposta é colocar realizadores goianos em contato com obras de outras regiões do Brasil e de fora do país, sem restringir o festival a um único tipo de cinema.

Na fala da diretora artística, Vanessa Goveia, a seleção deste ano percorre temas como cultura popular, memória, ancestralidade, juventude, cidade e cotidiano. O recorte sugere um festival menos concentrado em um gênero específico e mais aberto a linguagens distintas.

Os destaques goianos da programação

A presença de obras do estado aparece com força entre os curtas e os longas selecionados. Entre os títulos citados pela organização estão Canto de Goiás, Tião Personal Dancer, Lourdes e Leide, Não Existe Ninja de Pele Preta, Pinguim de Doce de Leite, Super 8, Moreno, O Menino Ativo, Frenesi, Maríntimo, O Último Ato, Partes de Mim que Esqueci e Permanências.

O recorte local também alcança cidades fora da capital. Há produções assinadas em Aparecida de Goiânia e na Cidade de Goiás, além de filmes ligados a Goiânia e ao interior do estado. Para a organização, essa presença ajuda a mostrar a diversidade do audiovisual feito em Goiás.

Entre os curtas, a lista inclui ainda títulos de estados como Pernambuco, Mato Grosso, Rio de Janeiro, São Paulo, Rondônia, Espírito Santo e Bahia, o que amplia o contraste entre a produção local e a cena nacional que o festival quer reunir.

Quais filmes internacionais foram escolhidos

Na seleção de curtas internacionais, aparecem obras como Maybe Never, da Argentina; My Grandmother is a Skydiver, da Ucrânia; I Dreamt of Zapata, do México; I Could Kill Her, da Alemanha; e Debris, do Peru. A lista mostra a aposta do festival em produções de curta duração com variedade de temas e formas.

Entre os longas estrangeiros, entram Woman Unchained, da Argentina; Becoming Human, do Camboja; The Dreaming Mechanisms of Non-Achievement, da França; e Hair, Paper, Water, coprodução de Bélgica e França. A presença desses títulos reforça o caráter internacional que o evento quer consolidar.

Do lado brasileiro, a mostra competitiva de longas reúne filmes de Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Mato Grosso e Goiás, com títulos como A História Mais Triste do Mundo, Amadeo e o Hipotético Mundo Novo, Amuleto, Memória de Elefante, Som e Movimento, O Brilho que Você Tem, Tudo que Você Ama Está Prestes a Desmoronar, Ela Foi Ali Guardar o Coração na Geladeira e Capim-Navalha.

Premiação e apoio ao festival

Além das sessões, o GIFF prevê R$ 27 mil em premiações em dinheiro para as produções vencedoras. O valor foi informado pela organização como parte da estrutura do evento para reconhecer os filmes selecionados e estimular a circulação das obras.

O festival foi aprovado pelo Programa Goyazes, da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás (Secult-GO). Segundo a direção do evento, esse apoio ajuda a viabilizar a conexão entre o audiovisual goiano e produções de outros territórios, num encontro que também fortalece a cena local.

Para a organização, a presença expressiva de obras do estado confirma o avanço da produção regional. A leitura é de que o festival conseguiu mobilizar o próprio ambiente criativo em que está inserido, ao mesmo tempo em que abriu espaço para filmes de outras partes do país e do exterior.

Por que a edição deste ano chama atenção

O volume de inscritos indica disputa alta por espaço no GIFF. Com mais de mil títulos enviados, a seleção final ficou concentrada em pouco menos de cinquenta trabalhos, o que ajuda a medir a escala do evento dentro do calendário audiovisual brasileiro.

Outro ponto é a presença simultânea de filmes universitários, infantis, experimentais, documentais, de ficção e de animação. Essa mistura dá ao público de Goiânia a chance de ver obras com propostas bem diferentes no mesmo circuito de exibição.

Na prática, o festival também coloca a cidade no mapa de exibição de filmes de vários países, algo relevante para quem acompanha cinema autoral, novas vozes e produções que nem sempre chegam ao circuito comercial. Para o público jovem e jovem adulto, é uma oportunidade de ver o que está sendo produzido agora, dentro e fora de Goiás.

As sessões acontecem em dois espaços centrais para o circuito cultural de Goiânia, o que facilita o acesso de quem quer acompanhar as mostras ao longo da programação. Como o evento concentra longas e curtas em uma mesma janela, a agenda tende a ser uma das mais movimentadas do mês para quem acompanha cinema na cidade.

Onde acompanhar o festival

O GIFF será exibido no Multicine Cinemas do Bentivi Shopping e no Cine Cultura do Centro Cultural Marietta Telles Machado. A organização ainda não detalhou venda de ingressos no material divulgado, mas a programação já foi fechada e anunciada com antecedência para o público.

Com a seleção definida, os próximos passos devem girar em torno da divulgação da grade de sessões e da presença das produções em cada mostra. Até lá, o ponto principal é que Goiânia volta a receber um evento de cinema com recorte internacional, forte presença goiana e espaço para filmes de perfis muito diferentes.

Para quem acompanha cultura pop e audiovisual na capital, o festival entra como uma das agendas mais relevantes do fim de ano. Ele reúne nomes locais, obras de fora e uma curadoria que tenta equilibrar cinema de descoberta, diversidade de formatos e representatividade regional.

FAQ

Quando o GIFF acontece? De 18 a 23 de novembro, em Goiânia.

Onde serão as sessões? No Multicine Cinemas do Bentivi Shopping e no Cine Cultura do Centro Cultural Marietta Telles Machado.

Quantos filmes foram selecionados? A programação reúne 49 obras, entre curtas e longas.

Haverá premiação? Sim, o festival prevê R$ 27 mil em prêmios em dinheiro para as produções vencedoras.

Fontes

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