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Tiririca recebe 5.523 votos no Ceará e sai da Câmara

Humorista encerra quatro mandatos consecutivos por São Paulo depois de trocar o domicílio eleitoral para o estado natal.

· 7 min de leitura
Tiririca recebe 5.523 votos no Ceará e sai da Câmara
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr / Wikimedia Commons (CC BY 2.5 br)

Em poucas linhas

  • Humorista não se elegeu no Ceará e encerrou uma passagem de 16 anos pela Câmara.
  • A estreia em 2010 teve cerca de 1,3 milhão de votos e ficou marcada pelo bordão "Pior do que tá não fica".
  • A eleição de 2026 também deixou sem mandato nomes como Silvia Abravanel, Datena, Rachel Sheherazade e Inês Brasil.

Tiririca não conseguiu se eleger no Ceará e encerrou a passagem de 16 anos pela Câmara dos Deputados. O humorista transferiu o domicílio eleitoral para o estado natal e recebeu 5.523 votos, segundo a apuração citada pelas fontes consultadas.

O resultado o colocou entre os nomes mais conhecidos derrotados nas eleições de 2026, em uma disputa que reuniu apresentadores, cantores, ex-BBBs, influenciadores e atletas em diferentes estados. No caso dele, a derrota teve peso extra porque a carreira política vinha de quatro mandatos consecutivos por São Paulo.

Como foi a virada entre São Paulo e Ceará

A estreia de Tiririca na política aconteceu em 2010, quando ele foi o deputado federal mais votado do país, com cerca de 1,3 milhão de votos. A campanha ficou associada ao bordão “Pior do que tá não fica”, frase que virou marca da candidatura e ajudou a impulsionar sua imagem nacionalmente.

Depois daquele pico, os números passaram a cair eleição após eleição. As fontes apontam pouco mais de um milhão de votos em 2014, 453 mil em 2018 e 71.754 em 2022, quando ainda conseguiu a última vaga paulista da coligação.

A ida para o Ceará apareceu como tentativa de renovar a base eleitoral, mas a mudança não evitou a derrota. O voto obtido no estado natal ficou muito abaixo do necessário para manter o nome dele na Câmara.

O que Tiririca fez no Congresso

Ao longo dos quatro mandatos, o humorista apresentou 14 projetos de lei. A atuação parlamentar foi descrita nas fontes como discreta, com pouca presença de propostas que avançaram na Casa.

Entre as iniciativas que ganharam algum caminho está a inclusão de atividades circenses entre as beneficiadas pela Lei Rouanet. Foi uma das poucas medidas associadas ao trabalho dele que chegaram a avançar.

Esse histórico ajuda a entender por que a candidatura de 2026 foi tratada mais como tentativa de continuidade do que como estreia em uma nova agenda política. A figura pública de Tiririca sempre permaneceu ligada ao humor, mesmo depois de eleito.

Quem mais ficou fora da disputa

A lista de derrotados reúne nomes conhecidos da televisão e da música. Em São Paulo, Silvia Abravanel recebeu 22.472 votos e Rachel Sheherazade somou 22.453, enquanto Datena teve 51.078, Sikêra Jr. terminou com cerca de 37 mil e Geraldo Luís chegou a 10.176.

Também ficaram sem cadeira Netinho de Paula, Eduardo Xaropinho, Manoel Gomes, MC Gui e Frank Aguiar. O cantor conhecido como Caneta Azul já havia tentado uma vaga em 2022, quando disputou a Assembleia Legislativa do Maranhão e terminou como suplente.

No Rio de Janeiro, Antônia Fontenelle recebeu 3.873 votos para deputada federal, Andréa Sorvetão teve 2.529 e Humberto Martins ficou com 1.124. Conrado, marido de Sorvetão, disputou uma vaga estadual e também terminou fora do mandato.

Reality shows, internet e esporte também não converteram votos

Entre os ex-BBBs, nenhum dos nomes que chegaram às urnas conseguiu mandato. Jean Wyllys tentou voltar à Câmara por São Paulo e recebeu 18.073 votos, enquanto Adrilles Jorge somou 26.694.

Lucas Penteado teve 3.448 votos para deputado federal por São Paulo. Já Matteus Amaral recebeu 51.437 no Rio Grande do Sul e terminou como suplente, mesmo com votação superior à de vários outros candidatos famosos.

Vivian Amorim também não foi eleita deputada estadual no Amazonas, apesar de cerca de 10,8 mil votos. Gyselle Soares registrou candidatura no Piauí, mas desistiu antes da votação.

No esporte, Vanderlei Luxemburgo concorreu ao Senado pelo Tocantins e ficou sem uma das vagas, enquanto Luís Fabiano recebeu 9.613 votos em São Paulo, Edmundo obteve 35.725 no Rio de Janeiro e Marcelinho Carioca disputou cadeira no Distrito Federal sem alcançar o mandato.

Como as redes reagiram à derrota

Nas redes sociais, nordestinos ironizaram comentários recorrentes de que o Nordeste “não sabe votar”. As publicações inverteram o argumento ao lembrar que Tiririca conseguiu quatro mandatos em São Paulo e perdeu justamente ao disputar vaga em seu estado natal.

A leitura ganhou força porque o resultado contrariou a imagem de solidez eleitoral construída ao longo de mais de uma década de presença na Câmara. Para parte do público, a troca de domicílio eleitoral deveria ampliar as chances, mas o desfecho foi o oposto.

Também pesou o fato de a eleição proporcional depender do desempenho de partido e federação, além da votação individual. Isso explica por que nomes com exposição grande podem terminar fora da Casa mesmo somando milhares de votos.

O que muda depois da eleição

Com a derrota, Tiririca fica fora da Câmara dos Deputados na próxima legislatura. A saída encerra o ciclo iniciado em 2010 e marca a primeira vez, desde a estreia eleitoral, que ele não renova a permanência no Congresso.

O balanço de 2026 manteve fora da política institucional outros nomes conhecidos, como Silvia Abravanel, Rachel Sheherazade, Datena, Manoel Gomes e Inês Brasil. A votação mostrou que fama ajuda a entrar na disputa, mas não garante transferência automática de público para voto.

Os resultados por estado seguem sendo consolidados na cobertura das eleições, com atualização dos nomes eleitos e suplentes em cada disputa legislativa.

Por que a votação de 2026 expôs o limite da popularidade

A disputa mostrou que a visibilidade pública funciona de forma diferente nas urnas. As fontes reunidas apontam candidaturas com trajetória na televisão, na internet, na música, nos realities e no esporte, mas poucas delas conseguiram converter reconhecimento em mandato.

Essa diferença aparece com nitidez nos números. Enquanto alguns nomes ficaram na casa dos milhares de votos, outros chegaram a dezenas de milhares e ainda assim não avançaram para a Câmara ou para as assembleias. O caso de Tiririca ficou emblemático justamente por reunir histórico longo e queda sucessiva de desempenho.

No grupo dos derrotados, a eleição também atingiu candidaturas que tentavam estreia na política institucional e nomes que já tinham experiência em votação anterior. O resultado reforçou a distância entre exposição midiática e capacidade real de formar uma base eleitoral estável.

O que as fontes mostram sobre a trajetória de Tiririca

As reportagens destacam que a carreira dele na política nasceu em meio a uma imagem popular já consolidada fora do Congresso. O humorista chegou à Câmara como fenômeno de voto, mas ao longo dos anos manteve atuação discreta e poucas iniciativas de impacto legislativo.

Esse conjunto ajuda a explicar por que a derrota de 2026 foi lida como encerramento de ciclo. A mudança de domicílio para o Ceará buscou reposicionar a candidatura, mas não apagou a curva de queda registrada desde a estreia.

O contraste entre a eleição de 2010 e o desempenho mais recente sintetiza o tamanho da virada. No primeiro momento, Tiririca virou símbolo de votação expressiva; agora, sai da Câmara após uma campanha em que a fama já não foi suficiente.

Quantos votos Tiririca teve no Ceará?

Ele recebeu 5.523 votos, de acordo com a apuração citada nas fontes.

Quantos mandatos Tiririca cumpriu antes de perder em 2026?

Foram quatro mandatos consecutivos como deputado federal por São Paulo.

Qual foi o auge eleitoral de Tiririca?

Em 2010, ele foi o deputado federal mais votado do país, com cerca de 1,3 milhão de votos.

Quais outros famosos aparecem entre os derrotados?

As fontes citam Silvia Abravanel, Rachel Sheherazade, Datena, Sikêra Jr., Geraldo Luís, Manoel Gomes, MC Gui, Inês Brasil, Jean Wyllys, Adrilles Jorge, Matteus Amaral e nomes do esporte.

Por que a votação de famosos nem sempre vira mandato?

Porque a eleição proporcional depende também do desempenho de partido e federação, além dos votos individuais.

O caso de Tiririca já tinha acontecido antes?

Não. As fontes indicam que esta foi a primeira vez que ele não renovou a permanência na Câmara desde a estreia eleitoral.

Fontes

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