Assalto à Brasileira estreia em 5 de novembro nos cinemas
Filme de José Eduardo Belmonte reconstitui o assalto ao Banestado com Murilo Benício e Christian Malheiros.
Em poucas linhas
- A +Galeria marcou a estreia do filme para 5 de novembro nos cinemas.
- O longa de José Eduardo Belmonte reconstitui o assalto ao Banestado em Londrina.
- Murilo Benício, Christian Malheiros e Paulo Miklos lideram o elenco principal.
- A produção já passou por festivais e saiu de Brasília com três prêmios.
Assalto à Brasileira, novo filme de José Eduardo Belmonte, já tem data para chegar aos cinemas: 5 de novembro. A produção da +Galeria reconstitui o assalto ao Banestado, em Londrina, e transforma um caso real da década de 1980 em drama policial com recorte de jornalismo, negociação e memória coletiva.
Quando o filme chega aos cinemas
O lançamento marca a passagem do longa para o circuito comercial depois de uma temporada em festivais. A +Galeria divulgou a estreia como parte da distribuição do projeto, que também conta com a Santa Rita Filmes e o Grupo Telefilms na produção.
Antes de chegar ao público geral, o título já vinha chamando atenção por reunir um caso policial conhecido no país, um diretor experiente em histórias brasileiras e um elenco com nomes de projeção no cinema e na TV. A combinação ajuda a explicar por que a obra entrou no radar de festivais e da imprensa especializada.
Qual caso real o filme reconstitui
O ponto de partida é o assalto ao edifício do Banestado, principal agência bancária de Londrina. O episódio ocorreu em 10 de dezembro de 1987 e ficou marcado pela dimensão do cerco, pela mobilização nas ruas e pelo fato de ter entrado para a história como o maior assalto a banco do Brasil em número de reféns.
Na ocasião, sete homens invadiram a agência, mantiveram mais de 300 pessoas sob ameaça e exigiram 30 milhões de cruzados, além de um ônibus para a fuga. O crime ganhou repercussão local e nacional porque expôs, ao mesmo tempo, violência urbana, crise econômica e a tensão de um país que assistia ao episódio quase em tempo real.
Como a história é contada no filme
O protagonista é Paulo, vivido por Murilo Benício, um jornalista recém-demitido que entra por acaso no meio do assalto e enxerga na situação a chance de conseguir um grande furo. Em vez de ficar apenas como observador, ele passa a auxiliar os líderes do grupo durante a negociação com as autoridades do lado de fora do banco.
Essa escolha de ponto de vista desloca o foco da narrativa para dentro do cerco e dá ao filme uma camada de mediação jornalística. A trama acompanha a convivência forçada entre criminosos, reféns e polícia, enquanto Fonseca, personagem de Paulo Miklos, tenta controlar as conversas que se desenrolam do lado externo da agência.
Quem está no elenco principal
Além de Benício, o longa traz Christian Malheiros como Moreno e Robson Nunes como Barba, dois dos líderes do assalto. O elenco principal também inclui Yohama Eshima e Fernanda de Freitas, ampliando o núcleo de personagens que circula em torno do banco durante o cerco.
A composição do time funciona em camadas: há o jornalista que observa e interfere, os assaltantes que conduzem a negociação e a presença policial tentando manter a situação sob controle. Esse desenho reforça o contraste entre drama, tensão e momentos de humor que o filme busca trabalhar ao longo da narrativa.
Por que o caso do Banestado virou memória popular
O material das fontes mostra que o episódio não se resume ao crime em si. A população local acompanhou tudo das ruas, e parte dos civis chegou a demonstrar simpatia pelos assaltantes em um período de forte instabilidade econômica e inflação. Esse comportamento ajuda a entender o peso social do caso e por que ele permanece citado décadas depois.
Ao recuperar esse contexto, o longa não apenas encena a ação policial, mas também observa como a cidade reagiu diante do impasse. A história ganha, assim, um componente de leitura social que amplia o interesse para além da cronologia do roubo.
O caminho do filme antes da estreia comercial
Assalto à Brasileira já passou por um circuito de exibição que antecipou sua estreia nos cinemas. No Festival de Brasília, a produção saiu com três prêmios: Melhor Ator para Murilo Benício, Melhor Ator Coadjuvante para Christian Malheiros e Melhor Filme pelo Júri Popular.
O longa também foi exibido na Mostra Internacional de Cinema em São Paulo do ano passado e no Festival de Cinema Brasileiro de Paris neste ano. Esse percurso indica que a obra chegou ao lançamento acompanhada de reconhecimento prévio e de uma circulação pensada para apresentar o projeto a públicos diferentes.
Direção, roteiro e histórico dos produtores
A direção é de José Eduardo Belmonte, cineasta de Alemão, e o roteiro é assinado por L.G. Bayão, de Aumenta que é Rock and Roll. A junção dos dois nomes aponta para um filme interessado em personagens brasileiros, acontecimentos marcantes e recorte popular, sem abrir mão da estrutura de gênero.
Pela produção, a +Galeria reforça sua presença no audiovisual nacional em parceria com a Santa Rita Filmes e o Grupo Telefilms. A empresa fundada em 2018 vem ampliando seu catálogo com títulos como a trilogia baseada no caso Richthofen, além de lançamentos recentes e projetos em desenvolvimento, o que ajuda a situar Assalto à Brasileira dentro de uma estratégia mais ampla de conteúdo brasileiro para cinema e streaming.
Do lado da Santa Rita Filmes, o histórico também ajuda a explicar o interesse no projeto. Criada e dirigida pelo produtor Marcelo Braga, a produtora soma 13 anos de trajetória e 13 longas-metragens ficcionais e documentais, com presença forte no chamado true crime. Entre os trabalhos citados nas fontes estão a trilogia A Menina Que Matou Os Pais, O Maníaco do Parque e a série documental Maníaco do Parque, que ajudaram a consolidar o nome da empresa nesse tipo de narrativa.
Onde o filme se encaixa na trajetória de Belmonte
Belmonte já tem no currículo obras que dialogam com o universo urbano e com histórias brasileiras de forte carga dramática. A lembrança de Alemão, citada nas fontes, coloca Assalto à Brasileira em uma linha de continuidade com projetos que exploram território, tensão e relações de poder em situações-limite.
No novo longa, esse interesse aparece em um espaço praticamente fechado, o banco sitiado, e em uma história que mistura reconstrução histórica, negociação e olhar de personagem. A ambientação de época e a presença de um jornalista no centro da ação fazem o filme operar entre o relato policial e a observação do comportamento humano em crise.
O que a exibição em festivais diz sobre o lançamento
O trajeto por festivais indica que o longa já foi testado em ambientes de curadoria e debate antes de chegar ao circuito tradicional. Isso costuma ajudar a situar a recepção crítica, a circulação de elenco e a construção de interesse em torno da estreia para o público geral.
Para quem acompanha cinema brasileiro, o lançamento também funciona como mais uma chance de ver em tela grande uma história conhecida do noticiário histórico do país. O caso do Banestado ganha, agora, tratamento cinematográfico com escala de elenco, direção de época e distribuição nacional.
Com a data marcada, Assalto à Brasileira entra na lista de estreias que transformam um episódio real em narrativa de grande público, sem perder o vínculo com o fato histórico que o originou.
Assalto à Brasileira estreia nos cinemas com uma releitura do maior assalto a banco do país em número de reféns.
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