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Giovanna Lancellotti vive Carmen Miranda em filme de R$ 61 milhões

A cinebiografia Carmen terá filmagens no Brasil e nos Estados Unidos e estreia prevista para o segundo semestre de 2028.

· 7 min de leitura
Giovanna Lancellotti vive Carmen Miranda em filme de R$ 61 milhões
Foto: SimonSays Filmes / Wikimedia Commons (CC BY 3.0)

Em poucas linhas

  • Giovanna Lancellotti foi confirmada como Carmen Miranda na cinebiografia Carmen.
  • O filme terá direção de Esmir Filho e orçamento de R$ 61 milhões.
  • As gravações vão passar por Brasil e Estados Unidos, com estreia prevista para 2028.
  • A produção quer distribuir o longa também em Estados Unidos, Europa e Ásia.

Giovanna Lancellotti foi confirmada como Carmen Miranda na cinebiografia Carmen, dirigida por Esmir Filho. O longa tem orçamento de R$ 61 milhões e início de filmagens previsto para o segundo semestre de 2027, com lançamento programado para os cinemas brasileiros no segundo semestre de 2028.

Quando Carmen começa a ser filmado

A produção vai abrir a etapa principal de gravações no segundo semestre de 2027, segundo informações divulgadas pela Variety e repercutidas por veículos brasileiros. O anúncio deve ser apresentado oficialmente no RioMarket, dentro da programação do Festival do Rio, em um momento em que o projeto busca ganhar tração pública e de mercado.

O plano é rodar cenas no Brasil e nos Estados Unidos, o que indica uma cinebiografia voltada tanto para a fase brasileira quanto para o período em que Carmen Miranda se consolidou fora do país. A distribuição também está desenhada para territórios internacionais, com atenção a Estados Unidos, Europa e Ásia.

Quem conduz o projeto

Esmir Filho assume a direção depois de Homem com H, cinebiografia de Ney Matogrosso que chegou aos cinemas em 2025. O trabalho anterior levou mais de 600 mil espectadores às salas e arrecadou mais de R$ 13 milhões em bilheteria antes de entrar em plataformas de streaming.

Esse histórico ajuda a explicar por que Carmen surge cercado de expectativa dentro do cinema nacional. O novo longa também aposta na interseção entre música, performance e memória cultural, três elementos que já aparecem no repertório de Esmir Filho como realizador.

O roteiro foi assinado por Mariana Bardan e Eduardo Melo. Além da atuação, Giovanna Lancellotti participa da produção executiva por meio da GL Filmes, em uma estrutura que ainda reúne a Ananã Produções, de Julio Uchôa, a Producing Partners, de Tatiana Issa e Guto Barra, e a H2O Films.

Como Giovanna se preparou para interpretar Carmen Miranda

A preparação da atriz começou em 2021. Desde então, ela passou por aulas de canto com Felipe Habib e por preparação corporal e coreográfica com Márcia Rubin e Vanessa Garcia, em um processo pensado para dar conta da presença física e musical associada a Carmen Miranda.

Em declaração citada pela Variety, Lancellotti disse que mergulhou na história da artista e passou a cantar suas músicas todos os dias. A fala indica que a pesquisa da personagem não se limitou ao repertório musical, mas também à construção de uma imagem pública que atravessou décadas.

A própria atriz destacou a permanência do legado de Carmen ao afirmar que ela criou uma identidade que, 70 anos depois de sua morte, continua presente na música, nas artes e na moda. A observação ajuda a situar a cinebiografia como mais do que um retrato biográfico, já que a personagem segue ativa no imaginário popular.

Quais personagens americanos entram na história

O elenco vai incluir atores de língua inglesa para papéis ligados à trajetória da artista nos Estados Unidos. Entre os nomes previstos estão Darryl F. Zanuck, então chefe de produção da 20th Century Fox, o produtor da Broadway Lee Shubert e David Sebastian, marido de Carmen Miranda.

Esses personagens apontam para a fase em que a cantora deixou o circuito brasileiro e passou a circular por ambientes decisivos do entretenimento americano. A presença deles sugere que o filme não vai se restringir ao estrelato, mas também ao entorno profissional que ajudou a consolidar sua projeção fora do Brasil.

A escolha reforça a dimensão internacional da narrativa e indica que a montagem do elenco terá papel central na recriação do período em que Carmen se tornou uma figura de referência no rádio, no cinema e nos palcos. A aposta é reconstruir esse percurso com atenção aos bastidores e às relações que cercavam a artista.

Onde as cenas vão ser rodadas

As locações previstas incluem Nova York, Rio de Janeiro e Maricá. Na cidade americana, a produção pretende recriar a chegada de Carmen aos Estados Unidos e a passagem dela pela Broadway, etapa que marcou a expansão da carreira para além do mercado brasileiro.

Maricá foi escolhida para representar Los Angeles e também aparece como uma das investidoras do projeto. Segundo Tatiana Issa, um cenário montado para reproduzir a casa da artista na Califórnia pode se transformar, depois das filmagens, em um museu dedicado a Carmen Miranda.

Esse desdobramento adiciona uma camada de preservação cultural ao longa. A ideia liga a filmagem a um possível espaço de memória, o que aproxima a produção de uma experiência que vai além da tela e da estreia comercial.

Por que Carmen Miranda ainda importa

Nascida em Portugal em 1909 e criada no Rio de Janeiro, Carmen Miranda se tornou uma das grandes estrelas do rádio e da música brasileira nos anos 1930. A ida a Nova York, em 1939, abriu caminho para sua participação em The Streets of Paris, antes da estreia em Hollywood no ano seguinte com Serenata Tropical.

No auge da carreira americana, ela entrou para o grupo das artistas femininas mais bem pagas dos Estados Unidos. A projeção internacional levou o samba a públicos que tinham pouco contato com a música brasileira e também colocou sua imagem no centro de debates sobre estereótipos associados à América Latina.

Para Tatiana Issa, Carmen levou o samba aos Estados Unidos e o transformou em algo pop, criando uma espécie de soft power brasileiro em uma época em que a expressão ainda nem existia. A leitura resume o tamanho histórico da artista e o motivo de ela seguir inspirando projetos de grande porte.

O que a produção já revelou sobre a escala do filme

Com 80% do orçamento já captado por mecanismos brasileiros de incentivo, segundo Tatiana Issa, o projeto entra na reta de estruturação com uma base financeira relevante. Esse avanço ajuda a explicar por que a produção já se posiciona entre as mais caras do cinema nacional.

A presença de diferentes empresas na montagem do filme também mostra que Carmen foi desenhado como uma operação de grande circulação, com interesse artístico e comercial ao mesmo tempo. A soma de produção executiva, captação, roteiro e locações internacionais aponta para um longa de escala incomum no mercado brasileiro.

O fato de a apresentação acontecer no RioMarket reforça essa estratégia. A feira é voltada ao encontro entre produtores, distribuidores e compradores, o que faz sentido para um projeto que já nasceu mirando não apenas o circuito nacional, mas também outros territórios fora do país.

O que esperar até a estreia

Até a chegada aos cinemas, a atenção deve se concentrar na montagem do elenco, nas definições das locações e no início das gravações. Cada anúncio tende a ganhar peso porque o filme toca em uma figura que atravessa música, cinema, moda e história cultural brasileira.

Carmen chega depois do bom desempenho de Homem com H, novo passo de Esmir Filho em uma área em que a biografia musical vem ganhando fôlego entre o público. No caso de Carmen Miranda, o desafio é atualizar uma imagem que já foi exportada, reinterpretada e discutida por várias gerações.

Se a agenda for mantida como previsto, o público verá primeiro a articulação do projeto nos bastidores e, depois, a reconstrução de duas fases centrais da artista: a consolidação no Brasil e a ascensão internacional. É essa ponte entre origem e projeção que sustenta a proposta da cinebiografia.

Perguntas frequentes

Quando começam as filmagens de Carmen?
O início está previsto para o segundo semestre de 2027.

Onde o filme será rodado?
As gravações vão acontecer no Brasil e nos Estados Unidos, com passagens por Nova York, Rio de Janeiro e Maricá.

Quem dirige a cinebiografia?
O longa será dirigido por Esmir Filho.

Quando Carmen chega aos cinemas?
A previsão é para o segundo semestre de 2028, nos cinemas brasileiros.

Fontes

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