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Lexus LS400 de Street Fighter II entra em sorteio com US$ 25.400,69

O carro da fase bônus ganhou versão real, foi montado para a divulgação do novo filme e pode parar na garagem de um fã.

· 7 min de leitura
Lexus LS400 de Street Fighter II entra em sorteio com US$ 25.400,69
Foto: John Turner / Wikimedia Commons (CC BY 2.0)

Em poucas linhas

  • A fase bônus do carro de Street Fighter II virou um Lexus LS400 funcional, apresentado em Los Angeles.
  • A customização recria a estética de 16 bits e leva referências do arcade para a cabine e os comandos.
  • O veículo será sorteado nos Estados Unidos com prêmio em dinheiro de cerca de R$ 125 mil.
  • A ação serve como peça promocional do novo filme da franquia e conversa com a cultura automotiva dos games.

O carro que os jogadores destruíam em Street Fighter II nas fases bônus ganhou uma versão real, funcional e pronta para rodar. A recriação foi apresentada em Los Angeles e integra uma ação promocional ligada ao novo filme da franquia.

De onde veio a ideia do carro real

A base da recriação é o Lexus LS400 que aparecia no game. Em vez de ficar como peça estática, o modelo virou um projeto completo, desenvolvido pela Vehicle Effects, empresa comandada por Dennis McCarthy, conhecido pelo trabalho com automóveis usados em produções de Hollywood.

O ponto de partida ajuda a entender o apelo da ação. No jogo, o carro não era um competidor nem um prêmio, mas um alvo para a sequência mais curiosa da fase bônus. A escolha de transformar justamente esse elemento em um automóvel de verdade cria uma ponte direta entre a memória do arcade e a cultura de customização automobilística.

A apresentação em Los Angeles também posiciona o projeto como item de divulgação. O carro não foi pensado apenas para chamar atenção de entusiastas de videogame, mas para funcionar como extensão visual da campanha do novo longa baseado em Street Fighter.

Como a estética do arcade entrou no projeto

A customização foi além de pintura temática. O acabamento externo foi inspirado nos gráficos de 16 bits do jogo e recebeu peças tridimensionais modificadas para reproduzir o aspecto quadriculado do modelo visto na tela.

Grade, retrovisores, maçanetas e outros detalhes foram adaptados para reforçar a impressão de um carro saído diretamente do fliperama. A ideia foi preservar a silhueta conhecida pelos jogadores, mas traduzindo o visual simplificado do game para superfícies e volumes reais.

Esse tipo de solução conversa com a própria lógica das recriações para cinema e publicidade. Em vez de copiar literalmente a imagem digital, o projeto traduz o desenho do arcade para um objeto que precisa funcionar fora da tela e ainda ser reconhecível à primeira vista.

O que mudou dentro da cabine

O interior também recebeu referências ao jogo. A cabine foi revestida novamente, e os apoios de cabeça ganharam as inscrições YOU e WIN, em referência às mensagens exibidas pelo bônus original.

Outro detalhe criativo está no comando de aquecimento dos bancos, instalado em um compartimento que imita a entrada de moedas dos fliperamas. A solução conecta a memória do arcade a um comando real do veículo, sem transformar o carro em peça inutilizável.

A cabine ajuda a mostrar que a proposta não se limitou ao lado de fora. O projeto foi desenhado para que o carro mantivesse sua função automotiva, mas com uma camada de humor visual que remete ao gabinete de fliperama e à experiência de jogar Street Fighter II em arcade.

Qual é a base mecânica do Lexus

Por baixo da customização, o carro segue como um LS400 funcional baseado em um modelo de 1994. Ele mantém motor V8 de 4,0 litros, câmbio automático e tração traseira, combinação que preserva a proposta original do sedã da Lexus.

A manutenção da base mecânica é importante porque diferencia o projeto de um simples mockup promocional. O carro não existe só para foto, ele pode ser dirigido, o que amplia o valor da peça para colecionadores e para quem acompanha adaptações automotivas ligadas à cultura pop.

Essa estrutura também explica por que o modelo escolhido faz sentido para a recriação. O LS400 já tem presença forte entre fãs de carros japoneses e combina com a lógica de uma transformação que precisa ser ao mesmo tempo fiel ao jogo e viável na prática.

Como funciona o sorteio do carro

O Lexus customizado não ficará apenas em exibição. Ele será entregue a um fã por meio de sorteio nos Estados Unidos, acompanhado de um prêmio em dinheiro de cerca de R$ 125 mil, equivalente a US$ 25.400,69.

As inscrições estão abertas para participantes elegíveis até 18 de novembro de 2026. A campanha transforma a homenagem em ação de engajamento e dá ao público a chance de levar para casa uma peça que mistura videogame, cinema e restauração automotiva.

O formato do sorteio amplia a circulação da iniciativa, porque desloca a peça do campo da exposição para uma dinâmica de participação. Em vez de apenas olhar para o carro, o fã pode disputar a posse dele, o que ajuda a campanha a ganhar alcance fora da bolha de colecionadores.

Por que a fase bônus continua lembrada

A fase do carro ficou marcada porque subverteu a lógica tradicional de luta do jogo. Em vez de enfrentar um adversário humano ou um chefe, o jogador precisava destruir o veículo com socos e chutes para somar pontos.

Essa sequência virou uma das lembranças mais reconhecíveis de Street Fighter II. O carro, que no arcade servia como alvo, acabou se tornando um símbolo da criatividade do jogo e uma das imagens mais fáceis de associar à franquia fora dos combates principais.

Agora, a brincadeira foi invertida. O carro que antes era demolido na tela ganhou continuidade no mundo real, com acabamento elaborado o suficiente para funcionar como peça de divulgação e também como homenagem ao histórico do game.

Como Street Fighter II se encaixa na cultura automotiva dos games

A recriação também conversa com uma relação antiga entre videogame e universo dos carros. A cultura automotiva nos games foi moldada por títulos que ajudaram a popularizar linguagem técnica, referências de modelos e até estilos de customização entre jogadores.

Material de apoio da CNN Brasil lembra que games foram além de apenas reproduzir carros famosos, passando a influenciar o vocabulário e a estética de entusiastas, de oficinas e de projetos inspirados em arcades, corridas de rua e simuladores.

No mesmo conjunto de referências, a publicação destaca como jogos e franquias ligadas aos carros ajudaram a espalhar ideias como modificações visuais, cultura de pista e admiração por modelos específicos. A ação de Street Fighter II entra nessa tradição por um caminho menos óbvio, usando um carro de fase bônus, não um protagonista de corrida.

O que a ação indica sobre a campanha do filme

A escolha de levar a recriação para Los Angeles mostra que a divulgação do novo filme aposta em um objeto concreto, fácil de fotografar e de circular nas redes e na imprensa. O carro funciona como peça central da campanha porque reúne nostalgia, engenharia e reconhecimento imediato.

Além disso, o projeto reforça o apelo de Street Fighter como marca que atravessa gerações. A franquia nasceu nos arcades, mas continua encontrando formas de voltar à conversa pública por meio de adaptações, ações promocionais e imagens que fazem sentido para quem conheceu o jogo no fliperama ou em versões posteriores.

Para quem acompanha o assunto, o próximo passo é seguir a campanha e verificar as regras do sorteio antes de tentar participar. O carro já cumpriu uma etapa rara, saiu do videogame, ganhou forma física e agora circula como promoção de cinema, objeto de desejo e homenagem ao arcade ao mesmo tempo.

Perguntas frequentes

Onde o carro foi apresentado?
Em Los Angeles.

O veículo pode ser dirigido?
Sim, a base é um LS400 funcional.

Há inscrição aberta para o sorteio?
Sim, para participantes elegíveis.

O prêmio inclui dinheiro além do carro?
Sim, a campanha prevê um valor em dinheiro.

Fontes

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